Dólar cai pela 4ª sessão em semana de fraco volume

O dólar recuou ante o real nesta sexta-feira pela quarta sessão consecutiva, em uma semana marcada por fraco volume de negócios e baixa volatilidade, com investidores à espera de novas medidas de estímulo na Europa e nos Estados Unidos.

DANIELLE FONSECA, Reuters

10 de agosto de 2012 | 19h55

O dólar fechou em queda de 0,14 por cento, a 2,0137 reais na venda. A moeda ficou próxima da mínima de 2,0128 reais registrada nesta sessão. Na máxima do dia, o dólar subiu a 2,0230 reais. Na semana, a divisa norte-americana teve desvalorização de 0,70 por cento.

Entradas pontuais de dólares no Brasil têm ajudado a moeda a se manter em leve tendência de queda, rumo ao patamar de 2 reais, segundo operadores.

"O dólar está com uma tendência fraca de queda, a moeda pode cair devagar até os 2 reais, já que também não tem espaço para cair muito com as barreiras que o governo criou", disse o operador de câmbio da Renascença Corretora, José Carlos Amado.

Amado se referia à banda informal de 2,0 reais a 2,1 reais, na qual o dólar tem sido negociado desde o começo de julho. Investidores temem que o Banco Central intervenha no mercado caso o dólar ultrapasse os limites dessa banda.

A moeda norte-americana pode testar o piso de 2 reais nas próximas semanas, no entanto, caso o cenário externo melhore significativamente.

Entre as possíveis boas notícias para o mercado, investidores esperam que o Banco Central Europeu (BCE) anuncie um programa para comprar títulos da Itália e da Espanha. Há também expectativas de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, possa anunciar novas medidas de estímulo monetário.

Nesta sexta-feira, cresceram as expectativas de que o governo chinês adote medidas de estímulo após indicadores apontarem uma desaceleração maior do que a esperada da economia do país.

As exportações chinesas cresceram apenas 1,0 por cento em julho ante o mesmo período do ano passado, resultado muito abaixo das expectativas de economistas, que calculavam um aumento de 8,6 por cento. As importações cresceram 4,7 por cento, também abaixo das expectativas.

Medidas de estímulo no exterior tendem a resultar em maiores fluxos de capitais para o Brasil, com impacto direto sobre as cotações do dólar.

(Reportagem de Danielle Fonseca)

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