Dólar cai pela sétima vez seguida e vai a R$1,75

Diante de um otimismo maior sobre a situação europeia e com mais recursos externos entrando, o dólar encerrou esta quinta-feira em baixa frente ao real, cravando a sétima queda seguida.

REUTERS

13 Outubro 2011 | 17h41

O dólar fechou a sessão a 1,7505 real, com baixa de 0,51 por cento, acumulando perdas de 7,48 por cento desde o último dia 3.

"O acordo na zona do euro trouxe mais tranquilidade", afirmou o operador de câmbio da Interbolsa Ovídeo Soares, referindo-se à aprovação, pelo Parlamento eslovaco, da extensão da ajuda ao Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF, na sigla em inglês).

Com isso, todos os 17 países da zona do euro já aprovaram a ajuda maior ao fundo de resgate, trazendo mais alívio aos mercados. O próprio EFSF informou que está pronto para usar novos instrumentos no futuro próximo.

O Banco Central (BC) mais uma vez ficou fora do mercado nesta quinta-feira, depois de atuar por meio de leilões de swap cambial --que, na prática, equivalem a uma venda de dólares no mercado futuro-- até o início de outubro.

Segundo especialistas, o fluxo cambial positivo também ajuda a manter a tendência de queda do dólar agora, depois de fechar setembro com alta acumulada de 18 por cento, o maior recuo mensal em nove anos e impulsionada pelos temores de um calote na Grécia.

"Está entrando dólares, sobretudo via exportação", ressaltou o diretor de câmbio da corretora Pionner, João Medeiros. "A tendência, pelo menos por enquanto, é de que o dólar continue assim."

Na primeira semana de outubro, o fluxo cambial --entrada e saída de moeda estrangeira no país-- ficou positivo em 3,458 bilhões de dólares, bem acima dos 400 milhões de dólares vistos na última semana de setembro.

Entre os dias 3 e 7 passados, a conta financeira apresentou entrada líquida de 1,625 bilhão de dólares, com compras de 10,319 bilhões de dólares e vendas de 8,694 bilhões de dólares. No período, a conta comercial mostrava saldo positivo de 1,833 bilhão de dólares, com exportações de 6,133 bilhões de dólares e importações de 4,300 bilhões de dólares.

(Reportagem de Patrícia Duarte)

Mais conteúdo sobre:
CAMBIOFECHA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.