Dólar interrompe sequência de 6 altas e cai 0,12% ante real

O dólar encerrou em leve queda ante o real nesta terça-feira, com investidores realizando lucros e exportadores liquidando contratos, interrompendo uma série de seis pregões consecutivos de alta que aproximou a moeda norte-americana do patamar de 1,99 real.

BRUNO FEDEROWSKI E NATÁLIA CACIOLI, Reuters

19 de março de 2013 | 17h28

O dólar perdeu 0,12 por cento, a 1,9866 real na venda. Segundo dados da BM&F, o volume negociado estava em torno de 2,9 bilhões de dólares.

"Houve algumas entradas pontuais na parte do almoço, além de entradas comerciais na parte da tarde e realização de lucros", afirmou o especialista em câmbio da Icap Corretora, Italo dos Santos.

O dólar avançou 2,16 por cento nas últimas seis sessões, na série mais longa de altas desde junho de 2012, deixando o nível de 1,94 real e aproximando-se do patamar de 1,99 real. Segundo analistas, essa oscilação levou a divisa norte-americana a níveis mais atrativos para exportadores, que anteciparam a liquidação de contratos de câmbio.

"O Banco Central trabalhou para deixar esse fluxo equilibrado e para diminuir a volatilidade", afirmou o economista da H.Commcor Waldir Kiel, acrescentando que no curto prazo, a tendência é que o dólar assente-se em níveis um pouco mais baixos pela expectativa de entrada de mais recursos no país.

O mercado tem enxergado a banda informal do dólar entre 1,95 e 2 reais, imposta pelas atuações do BC e que ajuda, ao mesmo tempo, a não pressionar a inflação e a não prejudicar as exportações brasileiras.

A depreciação do dólar ante o real contrastou com as oscilações da moeda norte-americana nos mercados internacionais. Às 17h08 (horário de Brasília), a divisa registrava alta de 0,29 por cento contra uma cesta de divisas, enquanto o euro caía 0,52 por cento frente ao dólar.

Isso porque um plano de taxação de depósitos bancários no Chipre elevou a aversão ao risco do investidor. Em troca de 10 bilhões de euros, a zona do euro acertou com o governo da ilha a imposição de um imposto sobre depósitos bancários, um tipo de confisco que assustou outros países da zona do euro.

Nesta terça-feira, no entanto, o parlamento cipriota rejeitou de forma esmagadora o projeto de lei, colocando em xeque os esforços da zona do euro para ajudar a mais recente vítima da crise da dívida no bloco monetário.

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