Dólar sobe 0,21% ante real com fluxos pontuais e atenção ao BC

O dólar fechou com leve alta frente ao real nesta quarta-feira, após oscilar dentro de uma faixa estreita durante boa parte da sessão, sensível a fluxos cambiais pontuais e de olho em possíveis intervenções do Banco Central.

BRUNO FEDEROWSKI E NATÁLIA CACIOLI, Reuters

06 de março de 2013 | 17h43

Variações mais amplas também foram contidas pela cautela dos investidores antes da decisão da autoridade monetária sobre a taxa básica de juros.

A moeda norte-americana ganhou 0,21 por cento, para 1,9691 real na venda, após ser cotada a 1,9705 real na máxima e 1,9625 real na mínima do dia. Segundo dados da BM&F, o volume contratado ficou em torno de 3,007 bilhões de dólares.

"O dólar está com uma volatilidade baixa, atingindo o objetivo do Banco Central. Na sessão de hoje, ele foi pontuado por fluxos pontuais", disse o economista da H.Commcor Waldir Kiel.

Investidores têm evitado fazer grandes apostas na divisa dos EUA devido à perspectiva de que o BC possa intervir para segurar grandes variações. No fim de fevereiro, o presidente da instituição, Alexandre Tombini, afirmou que o banco reagiria a qualquer volatilidade nos mercados de câmbio.

As declarações corroboraram as apostas de que as intervenções da autoridade monetária têm como objetivo manter a moeda dentro de um intervalo de 1,95 a 2 reais.

Operadores mostravam-se cautelosos, também, antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) a respeito da taxa básica de juros, que será anunciada ainda nesta quarta-feira.

"O mercado acredita que o Banco Central deve manter os juros, mas vamos ver se há viés de alta", disse o superintendente de câmbio da Intercam Corretora de Câmbio, Jaime Ferreira.

O mercado de câmbio está bastante atrelado às expectativas sobre os próximos passos da política monetária no país, uma vez que temores com inflação alimentaram interpretações de que o governo usaria um real mais valorizado para evitar novas pressões sobre os preços.

Pesquisa Reuters com 56 analistas mostrou consenso quanto à manutenção da Selic, atualmente na mínima histórica de 7,25 por cento, embora exista a expectativa de que o comunicado que acompanha a decisão abra as portas para futuras altas.

Segundo Ferreira, caso o BC sinalize que pode haver elevação nos juros básicos nos próximos meses, elevando a atratividade de ativos brasileiros, o dólar pode voltar a testar o nível de 1,95 real.

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