Dólar sobe 0,35% e volta a R$1,98 com sequência de 5 altas

O dólar encerrou em alta ante o real pela quinta sessão consecutiva nesta sexta-feira, na série de ganhos mais longa desde o início de novembro e voltando ao patamar de 1,98 real, sob o efeito de fluxos pontuais de saída e renovada aversão ao risco devido à queda das bolsas de valores norte-americanas.

BRUNO FEDEROWSKI, Reuters

15 de março de 2013 | 17h44

Investidores, no entanto, sustentavam que a tendência para o dólar continuava sendo de baixa frente ao real devido à perspectiva de maior entrada de divisas estrangeiras no país.

O dólar subiu 0,35 por cento, a 1,9820 real na venda, após encerrar a sessão anterior com alta de 0,21 por cento, cotado a 1,9751 real na venda. Segundo dados da BM&F, o volume financeiro ficou em torno de 2,3 bilhões de dólares.

A divisa dos EUA encerrou com ganhos em todos os pregões da semana, registrando ganho semanal de 1,80 por cento frente ao real. Foi a série mais longa de avanços desde os dias 7 e 13 de novembro.

Segundo analistas, fluxos pontuais de saída de dólares elevaram as cotações da moeda norte-americana na segunda parte do pregão. A depreciação do dólar também foi puxada pelas perdas em Wall Street.

"O mercado lá fora está em queda e isso faz o mercado de dólares aqui ficar em alta", disse o operador de uma corretora em São Paulo sob condição de anonimato. "Na minha opinião, isso em nada muda a tendência de baixa do dólar".

Isso porque, na avaliação dos especialistas, a perspectiva é de maiores entradas de divisas estrangeiras no país graças à expectativa de aumento da Selic --o que elevaria a atratividade do país a capitais estrangeiros-- e da safra de commodities agrícolas, que ganham força nos próximos meses.

Nos mercados de juros futuros, a curva continuava precificando aumento de 0,25 ponto percentual na Selic em abril, embora as apostas numa elevação da taxa na próxima reunião de política monetária do BC tenham diminuído desde que a ata da última reunião, divulgada na véspera, decepcionou investidores que aguardavam sinais claros de uma alta iminente dos juros.

Outro fator que continuava pesando, impedindo movimentos mais bruscos no câmbio, era a vigilância do BC.

"A moeda eventualmente pode buscar patamares um pouco mais para baixo, mas é natural que ela opere numa banda bem estreita durante esse ano", disse o gerente de análise da XP Investimentos, Caio Sasaki, acrescentando que o nível de 1,98 real é um patamar "completamente confortável" para a divisa.

Para o mercado, o BC impôs uma banda informal para a dólar entre 1,95 e 2 reais.

(Edição de Patrícia Duarte)

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