Droga atrás do balcão favorece projeto

A prescrição farmacêutica só se tornou possível graças a uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que determinou que os medicamentos de venda livre saíssem do alcance dos consumidores e fossem colocados atrás do balcão. A medida proibia ainda a venda de produtos alheios à saúde, como comidas e bebidas.

, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2010 | 00h00

A RDC 44/2009 entrou parcialmente em vigor em fevereiro deste ano, pois mais de 60 mil estabelecimentos contavam com autorização judicial desobrigando o cumprimento das novas regras. Parte dessas liminares perdeu a validade.

A reportagem visitou dez drogarias na semana passada, quatro delas de grandes redes, e apenas uma não estava adequada. Em três estabelecimentos, porém, não havia farmacêutico presente no momento da visita ? exigência do Conselho Federal de Farmácia e condição fundamental para que qualquer projeto de atenção farmacêutica funcione.

Avaliação. O técnico em desenvolvimento econômico e social Ronaldo Silva aprova as iniciativas que visam a combater a automedicação. "A gente acaba procurando a farmácia quanto tem uma coisinha pequena, pois o hospital demora. Se tem alguém com mais conhecimento para dar orientação, acho ótimo", diz.

O técnico em enfermagem Fabrício de Andrade concorda. "Trabalho em hospital e vejo com frequência o agravamento de doenças crônicas pela automedicação. Já vi até casos de choque anafilático", conta.

O analista de sistemas Marcelo Guedes critica as medidas. "Não acho que tenha mudado nada o fato de esses medicamentos estarem atrás do balcão. Continuo comprando o que sempre comprei", afirma. / K.T.

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