Duplo atentado na Argélia mata 67; ONU seria um dos alvos

Dezenas ficam feridos na explosão de carros-bomba em Argel; 10 mortos podem ser funcionários da ONU

Agências internacionais,

11 de dezembro de 2007 | 07h50

Duas explosões provocadas por carros-bomba atingiram nesta terça-feira, 11, a cidade de Argel, a capital da Argélia, matando pelo menos 67 pessoas e deixando dezenas de feridos, informou o Ministério da Saúde. Entre os mortos podem estar 10 funcionários da ONU, dados como desaparecidos pela organização. Relatos afirmam que uma das explosões ocorreu em um ônibus escolar perto da Suprema Corte, matando pelo menos 15 pessoas, a maioria estudantes. O segundo ataque teria como algo escritórios de agências da ONU no bairro de Hydra, segundo disse uma testemunha à BBC. Ainda não houve reivindicações de responsabilidade pelos ataques, mas fontes próximas aos serviços de segurança atribuem a autoria do duplo atentado à Al-Qaeda no Magreb Islâmico. Uma funcionária da ONU, que estava trabalhando na hora da explosão, contou à BBC que parte de seu prédio ficou destruída e que possivelmente há pessoas presas entre os escombros.  O ministro do Interior argelino, Yazid Zerhouni, disse que as bombas estavam escondidas em carros e que pelo menos uma delas foi detonada por um militante suicida. Segundo testemunhas, houve cenas de pânico nos locais das explosões, com homens e mulheres correndo pelas ruas em busca de proteção. As linhas telefônicas da cidade de 3 milhões de habitantes foram danificadas e estão sem funcionamento.  A Argélia se recupera de mais de uma década de violência iniciada em 1992, quando o governo liderado pelo Exército anulou as eleições em que o partido islâmico era o favorito ao pleito.  A onda de ataques cresceu ao longo da década de 1990, depois que militantes ligados ao grupo terrorista Al-Qaeda promoveram diversos atentados, incluindo um que matou 33 pessoas em abril.

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