Dutra aposta em campanha ''sem salto alto'' e com slogan diferente de 2002

O presidente eleito do PT, José Eduardo Dutra, afirmou que o mote da campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao Palácio do Planalto não será "uma coisa intangível", como em 2002, quando o slogan do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva tinha como eixo a "esperança". Ao destacar que haverá ênfase na comparação entre os governos de Lula e Fernando Henrique, Dutra disse que pesquisas indicando crescimento de Dilma não podem subir à cabeça dos petistas.

Vera Rosa, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

26 de novembro de 2009 | 00h00

"Temos condições de ganhar sem salto alto", afirmou o ex-senador, que já presidiu a Petrobrás e a BR Distribuidora. "Vamos ter embate entre dois projetos opostos e não será uma eleição fácil." Pesquisa CNT/Sensus mostrou que Dilma tem 21,7% das preferências e o o governador José Serra, 31,8%.

Dutra discordou do atual presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), e defendeu a saída de Dilma do governo somente no prazo limite estabelecido pela Lei Eleitoral, em 3 de abril. Há dois meses, Berzoini disse que o ideal seria Dilma entregar o cargo em fevereiro, logo após o congresso do PT, para iniciar a campanha de rua. A ministra, porém, foi convencida por Lula a ficar na Casa Civil até o último minuto, sob a alegação de que o governo é "uma vitrine".

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