‘É caso crítico, sob controle’, diz Eletrobrás

Presidente da distribuidora argumentou a necessidade de atender a equipamentos federais de fronteira, como pelotões do Exército

Pablo Pereira, O Estado de São Paulo

08 Julho 2017 | 17h00

O presidente da Eletrobrás Distribuição em Roraima, Anselmo de Santana Brasil, disse ao Estado, por telefone, que Roraima tem situação “crítica” no abastecimento de energia. Ele argumentou a necessidade de atender, por exemplo, a equipamentos federais de fronteira, como pelotões do Exército. “Temos essa preocupação com a Venezuela”, disse o presidente da distribuidora.

“É uma situação crítica sob controle”, ponderou, acrescentando que a empresa está preparada para suprir eventuais desligamentos do sistema de El Guri. Segundo o dirigente, Roraima teve no ano 14 incidentes de falta de energia, “todos por motivos técnicos”. 

Sucuri. Ele lembrou que houve até um episódio de queda de energia por uma cobra que estava caçando pássaros nos fios e provocou o desligamento. “Foi próximo de Boa Vista, com uma sucuri”, contou. Outros dois casos de queda de luz foram “de nossa responsabilidade mesmo”, prosseguiu. As demais 11 ocorrências, segundo ele, foram provocadas por cortes na rede em Las Claritas, na Venezuela, onde passa o linhão de Guri, que vai até Boa Vista. “Há muita ocorrência de raios na região e as descargas desligam o sistema por segurança”, alegou.

Brasil explicou que Roraima precisa de uma carga de 180 MW por dia e que a hidrelétrica venezuelana fornece 130 MW. O restante da demanda é atendido por geração termoelétrica em três estações principais – Floresta, Distrito e Monte Cristo, que completam o consumo exigido com mais 50 MW. O problema dessa geração a diesel é o custo. O gasto pode triplicar com uso do óleo no lugar da produção em hidrelétrica.

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