'É complicado concorrer com os outros candidatos'

Richard Castilho, de 17 anos, estudou a vida inteira em escolas públicas de Poá, na Grande São Paulo. Concluiu o ensino médio este ano e prestou o vestibular da Fuvest para Arquitetura, uma das carreiras mais concorridas. Mesmo com bônus na nota, ele ficou a 5 pontos da classificação para a segunda fase do exame.

O Estado de S.Paulo

24 Dezembro 2012 | 04h31

"Fiquei um pouco triste, mas já ergui a cabeça e quero estudar mais no ano que vem", diz o aluno, que fez cursinho aos sábados para reforçar a preparação. "Na escola, quase não tive aulas de física e química este ano. O cursinho me ajudou bastante."

O aluno acha "ótima" a adoção de cotas nas universidades estaduais paulistas.

"É bem complicado para quem vem de escola pública concorrer com os outros candidatos." Ainda assim, o estudante diz que não se sente "tão preparado" para estudar na USP. "Dizem que entrar é fácil, difícil é sair. Pelo estudo que tive, não me sinto pronto, mas quero pegar firme no próximo ano."

Além da Fuvest, o estudante prestou o Enem, para tentar vaga em alguma universidade federal. Também planeja disputar uma bolsa do ProUni, para cursar Publicidade na PUC-SP ou na Belas Artes. Não cogita estudar na Unesp nem na Unicamp, porque são longe de casa.

Cotista. Se insistir na USP, Richard pretende se inscrever como cotista e tentar entrar direto, sem passar antes pelo college. "A proposta do curso preparatório é interessante, mas se torna ruim pela duração. Se entrar no college, vou continuar fazendo cursinho para passar logo na faculdade." / C.L.

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