É estável estado de saúde de paciente, diz ministério

É estável o estado de saúde do comerciante africano Souleymane Bah, suspeito de estar infectado por Ebola. O Ministério da Saúde afirmou nesta sexta-feira que ele não apresentou febre, hemorragias, vômito ou diarreia, sintomas clássicos da infecção. Pessoas que tiveram contato direto com Bah, monitoradas por equipes de saúde desde a tarde de ontem, também não manifestaram nenhum sintoma da doença.

LÍGIA FORMENTI, Estadão Conteúdo

10 de outubro de 2014 | 19h32

O paciente procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cascavel ontem no fim da tarde. Embora ele não tenha apresentado nenhum sintoma - apenas relatado ter tido um febre no dia anterior -, e tenha garantido não ter tido contato com nenhuma pessoa infectada, o Ministério da Saúde decidiu classificá-lo como caso suspeito. "As queixas não podiam ser desconsideradas. A conduta dos profissionais de Cascavel foi absolutamente correta", disse o ministro da Saúde, Arthur Chioro. "Consideramos caso suspeito porque ele fecha todos os elementos necessários", completou.

Questionado, o ministro afirmou não haver como mensurar se a probabilidade de o paciente estar com a doença é alta ou não. "O real risco será confirmado ou descartado pelos exames laboratoriais", disse. Segundo ele, não é possível fazer graduação, baseando-se apenas nos sintomas. "Não há como dizer se há risco real ou não. Existem classificações, caso suspeito, confirmado ou descartado pelos exames", completou.

Kits

O Brasil vai enviar um reforço de 10 kits de medicamentos para países afetados por Ebola - Guiné, Serra Leoa e Libéria. Serão doados também R$ 13,5 milhões em alimentos - arroz e feijão. De acordo com o ministro Arthur Chioro, outras ações deverão ser anunciadas dentro do pacote humanitário.

Cada kit tem potencial para atender 500 pessoas durante três meses. Cada conjunto é formado 48 itens, dos quais 30 são medicamentos. Desde o início da epidemia, foram enviados 14 kits e US$ 500 mil. A Organização das Nações Unidas (ONU) há duas semanas solicitou que o governo brasileiro ampliasse a colaboração.

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