É melhor Peluso votar em parte do mensalão do que em nada, diz Gurgel

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse nesta terça-feira que considera melhor o ministro Cezar Peluso ler seu voto em apenas alguns itens do julgamento da ação penal do chamado mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) do que se ausentar completamente do processo.

Reuters

21 de agosto de 2012 | 12h53

Peluso se aposentará compulsoriamente em 3 de setembro, por completar 70 anos, e não deverá participar da votação de diversas questões da ação penal, já que a leitura dos votos está sendo feita por itens da denúncia, sete no total.

Até agora o ministro relator, Joaquim Barbosa, fez a leitura de apenas um tópico. Depois dele, falará o revisor, Ricardo Lewandowski, e só então os demais ministros se manifestarão.

"Eu acho que o ideal seria que o ministro Peluso pudesse votar em tudo. Mas se isso for impossível, é melhor que ele vote em alguma coisa do que não vote em nada", disse Gurgel a jornalistas.

Barbosa iniciou a leitura do voto abordando o item relativo a desvios de recursos públicos por meio de contratos firmados entre a Câmara dos Deputados e o Banco do Brasil com as agências de publicidade de Marcos Valério, apontado pela denúncia do Ministério Público Federal (MPF) como principal operador do suposto esquema.

Na sessão de quarta-feira, Lewandowski deverá ler seu voto sobre a questão. Não há limite para apresentação das considerações, mas a expectativa é que ele use duas sessões para o caso, assim como fez o relator.

Como as sessões ocorrem apenas às segundas, quartas e quintas, Peluso deverá se ausentar de diversas votações, incluindo sobre a acusação de formação de quadrilha, que trata do suposto núcleo político do alegado esquema, a última a ser realizada no julgamento.

(Por Hugo Bachega)

Tudo o que sabemos sobre:
POLITICAMENSALAOGURGELLEGAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.