'É perfeitamente aplicável', afirma físico iraniano

O físico iraniano Hashem Akbari, professor da Concordia University em Montreal (Canadá), estuda a questão dos telhados brancos e será um dos especialistas a participar do debate na Câmara amanhã. Há pouco mais de um mês, ele falou ao Estado.

O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2011 | 03h05

Em sua opinião, a ação é "perfeitamente aplicável" numa metrópole como São Paulo. "Qualquer telhado tem de ser reformado a cada 10 ou 20 anos, porque se deteriora, seja plano ou inclinado. É aí que o cidadão vai trocar a cor do seu telhado. Sem custo adicional. Ele vai fazer uma manutenção de rotina e aproveita para trocar a cor", afirmou.

Ele explica que cada 10 metros quadrados de telhado comum trocado por um branco equivale à retirada de 1 tonelada de CO2 da atmosfera por ano. "Isso corresponde às emissões anuais de um carro", disse Akbari.

Se todos os telhados e pavimentos do mundo fossem pintados de branco, de acordo com o professor, a queda de temperatura equivaleria à retirada de mais de 44 gigatoneladas em um ano, o que corresponde a mais de um ano de emissões mundiais.

Já o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) avalia que é preciso ter cautela e realizar "pesquisas sistemáticas" antes de se adotar uma lei como essa. "No atual estágio do conhecimento e considerando a experiência internacional e brasileira, o CBCS recomenda que, antes que qualquer política pública se torne obrigatória, tanto para edifícios novos como existentes, seja feita uma análise das alternativas técnicas disponíveis para telhados que possam reduzir os efeitos de ilhas de calor." É o que diz um documento da entidade chamado de Posicionamento sobre Tetos Frios.

Para o conselho, "soluções precipitadas podem causar prejuízos ambientais e econômicos para a cidade e sua população". / A.B. e K.N.

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