É prato rápido, mas não é fast food

Um passeio pelo Rio dos quiosques, das docerias, das cafeterias, das padarias, das sorveterias, das casas de sucos e até das temakerias

Fabiana Cimieri, O Estado de S.Paulo

19 Julho 2007 | 06h27

Nem sempre o carioca pára para fazer uma refeição no sentido paulistano da palavra: sentado, provando entrada, prato principal e sobremesa. As refeições ligeiras, saboreadas em quiosques de frente para o mar, delicatessens com mesinhas na calçada, cafeterias ou botecos pés-sujos são uma boa pedida em tempos de Pan, quando o turista vai ter de usar bem o tempo se quiser ver os jogos, conhecer a cidade e, ainda por cima, comer bem. Algumas destas comidinhas já fazem parte da tradição gastronômica da cidade, como o bolinho de bacalhau do Bracarense e o sanduíche de pernil com abacaxi do Cervantes, que continuam a ter público cativo, apesar da recente invasão dos pés-limpos, como foram apelidadas as redes mais recentes de bares, como Belmonte e Devassa. Nelas, os petiscos são mais sofisticados, mas nem por isso menos saborosos. As empadas do Belmonte, em especial a de camarão com catupiry, têm o recheio bem farto e cremoso e são servidas quentinhas assim que saem do forno. Na Devassa, destaque para o queijo coalho na chapa, que vem à mesa bem temperado com tomate e manjericão. Outras são criações recentes, mas tão bem-sucedidas que se encontra praticamente em cada esquina. Um exemplo é o açaí com xarope de guaraná e granola - é só passar na frente do Bibi Sucos e ver o que a maioria da garotada em pé no balcão está comendo em tigelas de meio litro - e as quiches com saladas, adotadas por boa parte das mulheres preocupadas com a boa forma, como uma espécie de versão light do arroz com feijão. A moda mais recente são as temakerias. Em menos de seis meses de funcionamento, a rede Koni Store já abriu duas filiais e planeja abrir outras seis. Bistrôs, delicatessens, padarias e cafeterias oferecem deliciosas opções de doces. A influência francesa é forte, como na pâtisserie do Garcia & Rodrigues, que acaba de lançar no Rio as verrines, coloridas sobremesas de mousse que fazem sucesso no verão europeu, e na Chez Anne, onde o mil folhas de creme e o rocambole de morango dividem a preferência dos clientes. Mas também há casas que fazem docinhos genuinamente nacionais, como os brigadeiros, casadinhos, cajuzinhos e quindins da Colher de Pau, que faz quitutes dulcíssimos e saborosos há 27 anos. Também são irresistíveis os pães feitos por Clécia Casagrande e vendidos em sua Escola do Pão, como as versões de ciabatta, provolone, ômega-3 e broa de milho. O café da manhã ali é caprichado, servido individualmente, com sanduíches quentinhos e um delicado sagu (R$ 45, por pessoa). Paladar percorreu a cidade provando e reprovando iguarias como essas, para eleger 21 comidinhas imperdíveis. Eis a nossa lista: Bolinho de bacalhau do Bracarense Empada de camarão com Catupiry do Belmonte Salsicha mista do Bar Luiz Sanduíche de pernil com abacaxi do Cervantes Queijo coalho da Devassa Casquinha de siri do Siri Mole Sanduíche por quilo do Talho Capixaba Sanduíche de brie com geléia de damasco do Cafeína Suco tropical (manga, abacaxi e uva verde) do Juice Co Açaí com granola do Bibi Sucos Pães da Escola do Pão Croquete de carne da Confeitaria Colombo Cones da Koni Store Verrines do Garcia & Rodrigues Brigadeiro da Colher de Pau Mil folhas e rocambole de morango da Chez Anne Quiche com salada do Ateliê Culinário Minis-patisseries da Payard Sorvete de manga com pitanga da Mil Frutas Sorvete de figo com nozes da Sorveteria Brasil Sorvete de coco do Sorvete Itália

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