EAS fecha com Transpetro acordo para 4 navios; 12 estão pendentes

A Transpetro, subsidiária da Petrobras para a área de logística, anunciou nesta sexta-feira que retomou parceria junto ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) para que ele construa 4 dos 16 navios encomendados pela estatal.

Reuters

16 de novembro de 2012 | 13h38

Mas a situação da maior parte do contrato, que inclui 12 navios, ainda permanece em negociação por falta de projeto, segundo a Transpetro.

A encomenda total da Transpetro junto ao EAS previa 22 navios, sendo 10 deles do tipo Suezmax.

Segundo a assessoria da estatal, os quatro navios acordados nesta sexta-feira, que são do tipo Suezmax, utilizarão o projeto de seis navios já encomendados, iguais ao navio João Cândido, o único que já foi entregue, mas com atraso.

Mas as outras 12 embarcações ainda pendentes serão diferentes e precisam de um novo projeto tecnológico, que ainda não foi feito.

O EAS está sem um sócio que detenha a tecnologia de construção de equipamentos para a área de petróleo desde a saída da coreana Samsung da sociedade no estaleiro, no início do ano.

Após a saída da Samsung, a Transpetro suspendeu os contratos com o estaleiro, em maio, sob condição de que o EAS cumpra os pré-requisitos exigidos pela estatal.

Um parceiro detentor da tecnologia para a construção de navios e sondas de exploração de petróleo era uma das condições previstas pela Transpetro para a execução do contrato, um pacote de cerca de 7 bilhões de reais.

O prazo inicial dado pela Transpetro ao EAS para o cumprimento dos pré-requisitos dos contratos era agosto. Havia a possibilidade de rescisão definitiva desses contratos, caso uma nova parceria em substituição à Samsung não fosse fechada.

As exigências da Transpetro não se limitam à aquisição de um parceiro tecnológico, tendo sido exigido também cronograma para a construção das embarcações.

A construção dos quatro navios acordados nesta sexta-feira será feita com tecnologia da Samsung.

SONDAS

Para as encomendas restantes, inclusive o pacote de sete sondas de exploração de petróleo encomendadas pela Sete Brasil para a Petrobras, o EAS fechou uma parceria preliminar com o grupo japonês Ishikawajima-Harima Heavy Industries (IHI).

O acordo, no entanto, não prevê participação acionária no estaleiro, ao contrário da Samsung.

Cada uma das sondas de exploração de petróleo custa entre 600 e 800 milhões de dólares, e elas precisam começar a ser entregues a partir de 2015. O cumprimento dos prazos é essencial para que a Petrobras não atrase seu cronograma de exploração e produção de petróleo nos próximos anos.

(Reportagem de Leila Coimbra)

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