Ebola mata mais de 2.800, mas está 'praticamente controlado' no Senegal e na Nigéria, diz OMS

Ebola mata mais de 2.800, mas está 'praticamente controlado' no Senegal e na Nigéria, diz OMS

Países estão entre os cinco mais afetados pela epidemia; vírus continua a se espalhar na Libéria, na Guiné e em Serra Leoa

REUTERS

22 Setembro 2014 | 16h01

Dois dos cinco países afetados pela pior epidemia de Ebola da história estão conseguindo conter o avanço da doença, afirmou a Organização Mundial da Saúde (OMS) na segunda-feira, embora o número total de mortos tenha subido para 2.811 em 5.864 casos.

"No geral, as epidemias no Senegal e na Nigéria estão praticamente contidas", disse uma atualização de um comunicado da diretoria regional da OMS na África.

Apenas um caso foi reportado no Senegal e todos os contatos do paciente completaram agora um acompanhamento de 21 dias, o período de incubação da doença, e nenhum outro caso de manifestação do vírus foi registrado, dizia uma segunda nota da OMS.

Na Nigéria, o número de casos caiu de 21 para 20 depois de que um suspeito de infecção foi liberado, e 696 pessoas que tiveram contato com infectados completaram também o acompanhamento de 21 dias. Três ainda estavam sendo monitorados em Lagos e 175 em Port Harcourt, afirmou a OMS.

Nos três países mais afetados - Libéria, Serra Leoa e Guiné - a doença continua a se espalhar, com um primeiro caso confirmado no distrito de Kindia, na Guiné. O aumento no número de mortos também foi registrado nos três países.

Mais da metade das mortes aconteceu na Libéria, onde 1.578 pessoas já morreram. Outras 632 morreram na Guiné e 593 em Serra Leoa.

As estatísticas do Ebola são baseadas em múltiplas fontes de informação e uma série de casos - divididos entre suspeitos, prováveis e confirmados - podem ser revisados e alterados.

Um número não explicado nos últimos dados foi o número de trabalhadores de saúde que morreram em Serra Leoa. Com 61 mortes até 19 de setembro, foi quase o dobro dos 31 registrados na última atualização da OMS no dia 14 de setembro.

Uma porta-voz da OMS disse que não poderia explicar imediatamente o aparente salto no número de funcionários de saúde mortos em Serra Leoa.

Uma epidemia separada de Ebola já matou 41 pessoas na República Democrática do Congo, onde 68 casos foram relatados até o dia 18 de setembro.

(Reportagem de Tom Miles)

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