Ecad apura novo indício de fraude na música

Escritório investiga mais um grupo suspeito de embolsar direitos autorais alheios; falsário já tinha obtido R$ 130 mil

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

30 Abril 2011 | 00h00

Depois do caso do mineiro Milton Coitinho, que amealhou cerca de R$ 130 mil em direitos autorais alheios e sumiu, o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição de Direitos Autorais (Ecad) investiga agora uma nova suspeita de fraude no órgão. Coitinho era filiado da União Brasileira de Escritores e lesou autores de trilhas de filmes.

Dessa vez, o esquema investigado pode ter funcionado em outra das nove associações que compõem o Ecad: a Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais (Socinpro), que possui cerca de 24 mil associados.

A suspeita é de que, "com a colaboração de produtores de shows", um grupo chamado "Família Silva" relacionava obras da sua autoria a roteiros de shows pelo País.

Jorge Costa, presidente da Socinpro, nega a suspeita. Segundo ele, não houve, da parte de autores possivelmente lesados, nenhum pedido de impugnação de pagamentos, até ontem. Mas o Ecad confirma que a família está sob investigação. A apuração já comprovou obtenção indevida de R$ 1,7 mil em benefícios.

Costa acha que há motivações políticas nas denúncias. "A gente fica desconfiado, porque nesse momento em que há um debate sobre uma nova lei de direito autoral", disse.

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