Economia vai crescer mais em 2013 graças ao consumo, dizem empresários

As condições para o crescimento da economia brasileira são melhores este ano do que em 2012 e a expansão deverá ser amparada pelo consumo das famílias, disseram representantes de entidades patronais nesta quarta-feira após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Reuters

06 de março de 2013 | 16h04

O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade, afirmou haver otimismo baseado na perspectiva aquecida para o mercado de trabalho.

"O crescimento este ano vai ser baseado em consumo porque a massa salarial e a renda estão crescendo, o desemprego está baixo e crédito está alto", disse, citando que essa avaliação foi consensual no encontro.

A expectativa da CNI é de um crescimento econômico de 3,5 por cento este ano, em sintonia com a perspectiva de Mantega que trabalha com um cenário de 3 a 4 por cento de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2013.

Apesar do otimismo, Andrade disse que para atingir esse crescimento o governo precisa ampliar as desonerações tributárias, flexibilizar o mercado de trabalho, regulamentar a terceirização e investir em infraestrutura.

A senadora Katia Abreu (PSD-TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura, disse que o ministro cobrou empenho dos congressistas para aprovar proposta que propõe a unificação e redução das alíquotas interestaduais do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço (ICMS).

"O ICMS é uma preocupação do governo para melhorar a competitividade da economia", disse Kátia, após o encontro.

Questionada se o encontrou serviu para o ministro vender otimismo aos empresários, a senadora por Tocantins rebateu: "Ninguém aqui é imaturo."

Além de CNI e CNA, Mantega recebeu também representantes da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Confederação Nacional do Comércio (CNC), Confederação Nacional do Transporte (CNT) e Confederação Nacional da Saúde (CNS).

No ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu apenas 0,9 por cento, apesar de inúmeras medidas de estímulo adotadas pelo governo. Em 2011, o crescimento foi de 2,7 por cento.

(Reportagem de Tiago Pariz)

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