Economistas não vêem impactos no Brasil

O pedido de concordata do conglomerado Dubai World, maior estatal de Dubai, mostra que a crise global não passou e entra em nova etapa. Para o economista-chefe do Banco do Brasil, Uilson Melo Araújo, a segunda fase da crise global deve mostrar economias desenvolvidas em recessão e países emergentes com desaceleração do crescimento. "Creio que o caso de Dubai nos mostra claramente que ainda há incertezas".

Alessandra Saraiva, O Estadao de S.Paulo

30 de novembro de 2009 | 00h00

Araújo foi um dos palestrantes do 1º Congresso do Instituto Nacional de Investidores (INI), realizado no fim de semana no Rio. Como os demais economistas presentes ao evento, ressaltou que o Brasil aparenta boas condições para passar por este novo momento e que as perspectivas são boas no longo prazo.

Araújo estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do País pode crescer 0,20% este ano. Para os seguintes, as estimativas são melhores. "Creio que a economia brasileira pode crescer a uma taxa de 5% ao ano a partir de 2010, até 2013", disse. Para ele, entre 2013 e 2014 o bom cenário econômico e as melhores perspectivas para financiamentos, como um mercado de trabalho sólido, farão com que o crédito no Brasil atinja 60% do PIB. Hoje representa 45%.

O diretor de Relações com Investidores da Vale, Roberto Castelo Branco, minimizou o impacto do cenário de Dubai na economia do País. "Creio que o episódio tem alcance limitado, com respeito à exposição de bancos". O analista da Vince Partners, Pedro Batista, disse que esteve em Dubai em 2007 e, na ocasião, percebeu que o país tem pouco conhecimento sobre negócios no Brasil. "A exposição direta, ativa, na participação de investimentos na economia brasileira e em Bolsa é muito pequena. A tendência é ser pouco relevante", disse.

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