Edifício passará por reforma a partir de 2012

Superintendente do hospital reconhece lacunas, mas afirma que não há risco de acidentes

O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2011 | 03h01

O superintendente do Hospital São Paulo, José Roberto Ferraro, reconhece que as instalações da unidade são antigas e há problemas, mas nega o risco de acidentes. E revela que foram liberadas verbas dos governos federal e estadual para reformar o prédio.

"O PS hoje divide espaço com laboratórios. Pedimos à Unifesp que os leve para outro prédio e, com isso, o espaço para atendimento de urgência deve mais que dobrar", conta.

A reforma está prevista para começar em 2012 e terminar em 2014. Todos os setores vão passar por reestruturação, até mesmo as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e áreas de apoio, como cozinha e lavanderia.

Segundo Ferraro, o incêndio na lavanderia foi causado por um cobertor doado. "Quando há muita fibra sintética no cobertor, ele superaquece ao rodar na secadora. Isso serviu para percebermos que é preciso estabelecer um padrão, mesmo para cobertores doados."

Ferraro conta que são preparadas 150 mil refeições por mês na cozinha. "A quantidade de gordura que sobra é enorme. Os ralos entopem com frequência imprópria, mas, na mesma frequência, nós desentupimos."

O superintendente diz que é feita a desratização do local quinzenalmente e desconhece infestação. Diz ainda que os containers com lixo infectante trazem sacos com lençóis sujos de sangue para a lavanderia. "A logística está correta. Não teria outro lugar melhor para deixar."

Para o problema na ventilação, ele afirma não haver solução imediata. "A alternativa seria a terceirização do serviço."

O fim da greve, diz, só aliviou a sobrecarga dos funcionários e não melhorou a superlotação do pronto-socorro porque há excesso de demanda. "O problema é do sistema e não de um hospital isolado. Também não queremos o doente na maca, mas se ele chega à nossa porta, nossos médicos o colocam para dentro." / K.T.

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