Editor no Zimbábue é acusado de tentativa de terrorismo e insurgência

O Zimbábue acusou um editor do jornal estatal de tentativa de terrorismo, insurgência e banditismo neste sábado, afirmando que ele era um blogueiro anônimo no Facebook que dizia ser um agente secreto no partido do governo do presidente Robert Mugabe.

REUTERS

21 Junho 2014 | 15h26

Nas acusações lidas no tribunal por um procurador da República, o editor do Sunday Mail Edmund Kudzayi foi acusado de ser o misterioso blogueiro "Baba Jukwa", que se apresentava como um descontente "Garganta Profunda" do partido ZANU-PF antes das eleições do ano passado.

Kudzayi, que só foi nomeado para seu cargo em abril, foi preso na quinta-feira, uma semana depois de Mugabe acusar seu ministro da Informação, Jonathan Moyo, de contratação de jornalistas simpáticos à oposição.

"Baba Jukwa", o blogueiro, tem mais de 400 mil seguidores. Ele distribuiu um fluxo diário de mexericos sociais, insultos pessoais revoltados e alegações explosivas, que tomaram conta do país na preparação para as votações de 31 de julho.

De acordo com a acusação, Kudzayi "tentou cometer um ato de insurgência, banditismo, sabotagem ou terrorismo", bem como "subverter o governo constitucional".

Todas as acusações carregam uma sentença de prisão perpétua após a condenação.

Kudzayi aparecerá no tribunal novamente na segunda-feira. Ele também enfrenta duas acusações menores de insultar o presidente e de falsas publicações.

O Zimbábue rotineiramente prende editores dos meios de comunicação privados sob as duras leis de segurança e mídia, mas nenhum jornalista que trabalhava para um jornal controlado pelo governo tinha sido afetado na última década.

(Reportagem de MacDonald Dzirutwe)

Mais conteúdo sobre:
MUNDOZIMBABWETERRORISMO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.