Editora de livros escolares Houghton Mifflin pede concordata

A editora Houghton Mifflin, cujos livros escolares são constantes da educação norte-americana há décadas, pediu concordata nesta segunda-feira após entrar em acordo com investidores para que 3,1 bilhões de sua dívida fossem perdoados.

JONATHAN STEM, REUTERS

21 Maio 2012 | 16h02

A concordata "pré-embalada" cede o controle da Houghton Mifflin a seus credores.

A decisão surge enquanto governos estatais e municipais com pouco dinheiro reduzem ou cancelam compras relacionadas a educação, diminuindo a demanda por livros escolares para estudantes do jardim de infância ao ensino médio.

Editoras de livros tradicionais também enfrentam pressão por conta da disponibilidade online de material publicado, incluindo e-books.

A Houghton Mifflin tem uma participação de mercado de 41 por cento no setor de materiais e serviços para a educação primária e secundária, e seus negócios no setor equivalem a cerca de 90 por cento de sua receita.

A empresa, sediada em Boston, teve prejuízo de 2,18 bilhões de dólares no ano passado, incluindo uma baixa contábil de 1,67 bilhão de dólares, já que as vendas líquidas caíram 14 por cento para 1,3 bilhão de dólares.

A Houghton Mifflin e vinte e quatro afiliadas pediram concordata num tribunal de falência em Manhattan.

Num documento jurídico, o conselheiro-geral, William Bayers, disse que a reorganização tem apoio de 90,3 por cento dos credores e 76 por cento dos investidores acionários com direito de voto.

A Houghton Mifflin espera emergir da concordata até 30 de junho. A companhia disse que tem 2,68 bilhões de dólares em ativos e 3,54 bilhões de dólares em dívidas, e emprega 3,3 mil pessoas.

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