Educação no País avança, mas aluno aprende pouco

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) subiu da 1ª à 4ª série da rede pública, principalmente porque houve menos repetência; no ensino médio, porém, ficou estagnado

O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2012 | 03h08

O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) divulgado ontem pelo Ministério da Educação (MEC) mostra que o Brasil teve avanços nos primeiros anos do ensino fundamental, etapa da 1.ª à 5.ª série. Chegou a atingir a meta prevista para ser cumprida em 2013. O País saltou da nota 4,6 para 5 - em um indicador que vai 0 a 10.

Dados mais detalhados desse indicador, no entanto, mostram que os alunos não aprenderam mais português e matemática - a proficiência dos alunos nas disciplinas aumentou apenas 0,22. O restante ocorreu por causa do aumento na progressão dos estudantes - houve menos repetência.

Nos anos finais do ensino fundamental, de 5.ª à 8.ª série, o cenário é um pouco mais difícil: 44% das escolas brasileiras não atingiram suas metas e 37% delas tiveram resultados ainda piores que os apresentados em 2009, data da avaliação anterior aplicada pelo governo federal.

No ensino médio, a etapa tradicionalmente mais complicada do ensino, o Ideb piorou em oito Estados e no Distrito Federal, apesar de a meta nacional, de 3,7, ter sido atingida. O objetivo traçado é chegar a 5,2 em 2021.

Para especialistas ouvidos pelo Estado, os dados divulgados ontem indicam que o Brasil conseguiu avanços muito tímidos e grande parte dos estudantes ainda sai das escolas sem realmente aprender o que deveriam nas suas respectivas séries.

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