Egito pede ajuda de aliados depois de ataques mortais no Sinai

O ministro de Relações Exteriores do Egito entrou em contato com embaixadores no país para pedir ajuda adicional em segurança, dois dias depois de um dos piores surtos de violência desde a queda do presidente islâmico Mohamed Mursi, no ano passado. 

REUTERS

26 de outubro de 2014 | 11h13

Pelo menos 33 seguranças foram mortos na última sexta-feira na Península do Sinai, na fronteira com Israel e Gaza, no ataque a um posto de controle que trazia as marcas dos ataques, reivindicados pelo grupo militante mais ativo do Egito, o Ansar Bayt al-Maqdis.

Em um comunicado por e-mail neste domingo, o ministro das Relações Exteriores pediu o apoio da comunidade internacional para uma ação "firme e decisiva do governo" para confrontar os militantes.

O ministro Sameh Shukri disse, segundo a agência de notícias estatal Mena, que recorreria a diplomatas no Cairo para apelar por mais apoio "político e econômico". 

Shukri, que deixou Cairo neste domingo para uma visita de dois dias ao Reino Unido, onde discutirá a segurança da Líbia, não especificou com quais países conversaria ou qual tipo de ajuda pediria. 

A União Europeia e os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido condenaram os ataques na última sexta-feira e prometeram apoio.

O governo respondeu aos ataques de sexta-feira rapidamente, declarando um estado de emergência de três meses em partes do Sinai do Norte, onde eles aconteceram. 

O presidente Abdel Fattah al-Sisi disse no sábado que o exército responderia com algumas medidas na área da fronteira, onde uma zona neutra deve ser estendida para perseguir os militantes e destruir túneis usados para passagem de armas e combatentes. 

O gabinete egípcio também propôs, no último sábado, uma nova medida que permitirá o uso de cortes militares para julgar civis acusados de crimes como bloqueio de estradas e ataques a propriedades públicas.

Sisi foi eleito em maio depois de derrubar Mursi, da Irmandade Muçulmana, ano passado, após protestos populares. Ele assumiu o cargo prometendo encerrar a insurgência da militância islâmica no Sinai e reparar uma economia destruída pela turbulência política.

(Por Omar Fahmy)

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