Egito realizará eleições parlamentares em abril, dizem autoridades

O Egito, atingido pela turbulência política e por uma crise econômica que fez despencar a moeda local, vai realizar eleições parlamentares em abril, disseram autoridades na quarta-feira.

MARWA AWAD, Reuters

09 de janeiro de 2013 | 12h04

Sob a nova Constituição do Egito, aprovada por um referendo no mês passado, o presidente Mohamed Mursi deve definir a data da eleição no prazo de 60 dias a partir do dia que sancionou o documento como lei, em 26 de dezembro.

"A votação para o parlamento ocorrerá em abril", disse um funcionário da Presidência, que pediu para não ser identificado. "A data exata para a votação não foi fixada ainda, e o presidente vai anunciar no mais tardar até 25 de fevereiro."

O governo comandado por islâmicos está tentando conquistar um empréstimo de 4,8 bilhões dólares do FMI para aliviar as tensões econômicas, que foram pioradas por uma turbulenta transição política desde o levante popular que derrubou o presidente Hosni Mubarak, em fevereiro de 2011.

A revolta por causa da Constituição que foi aprovada às pressas por Mursi no ano passado levou o presidente a excluir o aumento de impostos, visto como parte de um programa provisoriamente acordado com o Fundo Monetário Internacional.

O FMI deverá enviar uma equipe técnica de volta ao Cairo dentro de duas a três semanas para discutir o empréstimo, que é vital para a restauração de uma medida de confiança na economia e na libra egípcia, que caiu para uma nova mínima em um leilão de dólares norte-americanos do banco central na quarta-feira.

A libra perdeu 5 por cento de seu valor em dólares desde que o Banco Central adotou um novo sistema de vendas do dólar em 30 de dezembro, feito para conter a queda da moeda. A libra caiu 10,7 por cento desde a derrubada de Mubarak há quase dois anos.

O Catar ofereceu ajuda financeira ao Egito na terça-feira, dizendo que havia emprestado ao país mais 2 bilhões de dólares e dado um adicional de 500 milhões de dólares para ajudar a controlar a crise cambial, que drenou as reservas cambiais a um nível crítico.

"Com um novo parlamento empossado, o Egito teria completado sua transição com um presidente eleito, uma constituição e um parlamento", disse outro funcionário da presidência.

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