Elas não deixam dúvida: cachaça é substantivo feminino, sim!

Elas não deixam dúvida: cachaça é substantivo feminino, sim!

Com ou sem Maria no nome, ‘Marias-Cachaça’ assumidas chefiam alambiques de norte a sul do País

Nina Tucci,

07 Março 2012 | 20h07

Como Maria Izabel, em Paraty, outras mulheres brasileiras andam confortavelmente refestelando-se entre dornas e barris. “Há várias mulheres cuidando de marcas artesanais de cachaça em todo o Brasil. Elas têm um cuidado e um carinho especial na maneira de conduzir o processo”, diz o especialista em cachaças Erwin Weimann.

É o caso do trio formado por Luzia de Abreu, Lorenza Cavalcante e Marcia Dias, à frente da direção do alambique Espraiado, em Maquiné, no Rio Grande do Sul, que produz a cachaça Bento Albino. Luzia é mulher do proprietário, Lorenza cuida da área comercial e Marcia é a mestre alambiqueira.

Lorenza afirma que a presença massiva feminina foi uma “casualidade, foi acontecendo”. Márcia, que exerce a atividade há sete anos, costumava trabalhar na roça para os proprietários, antes de o alambique ser criado. O ‘mestre’ do título que sustenta não é mero joguete - ela fez um curso técnico em Minas Gerais. Até junho, seguindo a tendência de brincar com os sabores das madeiras brasileiras, devem chegar ao Espraiado barris de amburana e bálsamo.

Desde janeiro, a cachaça da Tulha, em Mococa, no interior de São Paulo - que promoveu, no fim do ano passado, uma degustação no restaurante Mocotó, com Rodrigo Oliveira, Helena Rizzo e Isabela Raposeiras - tem uma nova diretora executiva, Yaya Quintella.

Chef com larga experiência em eventos, Yaya foi escolhida pelo irmão e a cunhada para ser a “embaixadora da Tulha”, isto é, tomar todas as suas mais importantes decisões.

Em Minais Gerais, Betânia dos Santos é a técnica responsável por manter a boa qualidade da cachaça Tabúa, de Salinas. “Faço análises diárias da cachaça que estamos produzindo e preparo blends”, conta Betânia.

Fora do agitado Sudeste, um caso notável: Maria das Vitórias Carneiro Cavalcanti lidera a pernambucana Pitú, que produz cachaça em escala industrial.

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