Ele adora cacau

A história concede ao colono francês Louis Frederick Warneaux todo o mérito de ter sido o primeiro a trazer sementes da árvore Theobroma cacao ("a comida dos deuses") do Pará e as ter plantando na região de Ilhéus, em 1746.

O Estado de S.Paulo

11 Março 2010 | 03h38

Mas ele não ficou com todo reconhecimento de espalhar o fruto pelo sul da Bahia. Tal honraria coube a um mamífero da família do quati, o jupará. Esse bicho simpático aí ao lado é reverenciado como o grande plantador de cacau.

Tudo por uma questão de extremo bom gosto: ele adora cacau. Assim, conta a lenda rural, o bicho ia de árvore em árvore comendo a polpa do fruto e dispersando as sementes.

Há até quem acredite que foi ele quem trouxe o cacau da Bacia Amazônica para Ilhéus. As árvores de cacau são nativas da América Central e da América do Sul, possivelmente oriundas da região que cerca a Bacia Amazônica.

Existem milhares de varietais e híbridos, mais resistentes a pragas, surgidos a partir de três tipos de cacau: criollo, forastero e trinitário.

Mais de 80% do cacau cultivado no mundo têm como planta base o forastero, fruto de formato oblongo e de coloração amarela, pendendo para o verde e o avermelhado. A polpa é muito doce.

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