Eleição de Camarões é marcada por atrasos e confusão

Os eleitores de Camarões enfrentaram atrasos e problemas na organização da eleição desse domingo, onde espera-se que o presidente Paul Biya vença e estenda o seu domínio, de 29 anos, sobre o país da África Central, contra uma oposição fragmentada.

TANSA MUSA, REUTERS

09 de outubro de 2011 | 17h21

A votação em um turno acontece apenas algumas semanas depois que uma tranquila passagem de poder na Zâmbia mostrou que a África pode sofrer mudanças de poder pacificas, através do voto.

Mas com Biya, de 78 anos, que tem mantido a sua posição entre os líderes africanos no poder há décadas, a principal questão na nação produtora de petróleo é se a eleição terá um desfecho com tranquilidade depois que os rivais alegaram que as eleições foram manipuladas contra eles.

Observadores da eleição disseram que a votação antecipada começou pacificamente, mas citaram atrasos em alguns locais de votação e irregularidades, como por exemplo, alguns eleitores sendo autorizados a furar a fila.

"Estamos um pouco preocupados, parece haver um tratamento especial para eleitores VIP", disse por telefone o líder da missão de observação da Comunidade Britânica, Frederick Mitchell, ex-ministro do Exterior das Bahamas.

O principal rival de Biya, John Fru Ndi, da Frente Social Democrática, disse que um excesso de títulos de eleitor significava que alguns eleitores haviam votado duas vezes em algumas partes do país e disse que o governo seria responsável pela desordem e confusão.

Ao votar em Yaounde, Biya pediu paciência.

"Ela (a Elecam) é uma organização jovem... só estou dizendo que deve haver um pouco de paciência com qualquer eventual erro. Não houve nenhuma intenção de cometer fraude", disse.

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