Eleição parlamentar em Bangladesh é manchada por boicote da oposição e violência

Bangladesh realiza uma eleição parlamentar no domingo, pleito boicotado pelo principal partido de oposição, manchado pela violência que já matou mais de 100 pessoas, e rejeitado pelos observadores internacionais.

Reuters

04 de janeiro de 2014 | 17h57

As urnas vão abrir às 8h do horário local (meia-noite do horário de Brasília) e fechar às 16h. Menos de metade dos 300 assentos do parlamento estão em disputa, e o partido de situação Awami League está posicionado para vencer.

O Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP), de oposição, pediu que os eleitores boicotassem essa eleição "absurda".

O impasse entre os dois principais partidos do país, que não deve ser superado no curto prazo, prejudica a legitimidade das urnas e está elevando preocupações sobre estagnação econômica e mais violência na pobre nação do sul da Ásia, com 160 milhões de pessoas.

Com exceção de dois anos, o primeiro-ministro Sheikh Hasina e o chefe do BNP, Begum Khaleda Zia, alternaram a ocupação do cargo de primeiro ministro em todos os últimos 22 anos. Ambos são rivais pessoais.

"Essas eleições não vão ajudar a resolver o impasse dos últimos meses", disse o diretor executivo em Bangladesh do Transparência Internacional, órgão global anti-corrupção.

"O parlamento que vai ser formado não terá oposição, então haverá uma grande crise de legitimidade".

(Por Serajul Quadir e Nandita Bose)

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