Eleições parlamentares na Ucrânia marcam 'passo atrás', diz OSCE

As eleições parlamentares da Ucrânia no domingo foram prejudicadas pelo utilização de recursos e estabelecimentos do Estado na campanha e pela falta de transparência sobre como os partidos são financiados, afirmou um grupo de monitoramento internacional nesta segunda-feira.

Reuters

29 de outubro de 2012 | 11h47

A votação, em que o presidente Viktor Yanukovich, do Partido das Regiões (PR), parece ter garantido uma maioria parlamentar, também foi marcada pela cobertura da mídia que pendeu para o lado do partido governista, disse uma delegação da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE).

"As eleições parlamentares de 28 de outubro foram caracterizadas pela falta de um campo de atuação nivelado, causado essencialmente pelo abuso de recursos administrativos, falta de transparência da campanha e do financiamento de partidos e falta de equilíbrio na cobertura da mídia", afirmou a delegação em um comunicado.

"Certos aspectos do período pré-eleitoral constituíram um passo atrás comparado às eleições nacionais recentes", afirmou a OSCE, em uma referência à eleição da Yanukovich em fevereiro de 2010, que foi julgada como justa pelo Ocidente.

O comunicado da OSCE disse que a impossibilidade da líder da oposição Yulia Timoshenko, que está presa, de disputar o pleito também "afetou negativamente" o processo eleitoral.

As pesquisas de boca de urna e os primeiros resultados da votação mostraram o partido de Yanukovich ganhando mais da metade dos 450 assentos da Assembleia, depois que o governo aumentou o salário do serviço público e ampliou medidas de bem-estar social para conquistar o voto de eleitores desiludidos em suas tradicionais bases de apoio.

O governo enfrentará, no entanto, uma oposição revitalizada pelos nacionalistas ressurgentes e por um partido liberal liderado pelo campeão de boxe Vitaly Klitschko.

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