Eleitora de Romney propõe julgar Obama por 'traição'

Uma simpatizante do pré-candidato Mitt Romney causou constrangimento aos republicanos na segunda-feira ao afirmar que o presidente Barack Obama "deveria ser julgado por traição", por estar "operando fora da estrutura da nossa Constituição".

SAM YOUNGMAN E JEFF MASON, REUTERS

07 Maio 2012 | 20h25

O caso lembra o de uma mulher que foi repreendida pelo então candidato John McCain, em 2008, ao dizer que Obama era "um árabe" que não merecia confiança.

O incidente de segunda-feira aconteceu numa fábrica de Ohio, perto de Cleveland. Romney, que tem duras críticas à atuação econômica de Obama, ignorou a parte polêmica da pergunta da mulher e respondeu citando recentes declarações de Obama sobre a Corte Suprema.

Mas, depois do evento, Romney disse à CNN que não há motivo para julgar Obama por traição. "Não corrijo todas as questões que me são perguntadas", disse ele. "Obviamente, não concordo que ele deva ser julgado."

Mas o caso não passou despercebido à campanha de Obama, que acusou Romney de falta de liderança por não discordar publicamente da mulher.

"Repetidamente nesta campanha, Mitt Romney tem tido a oportunidade de mostrar que tem a coragem de se erguer contra retóricas odiosas e exageradas, e repetidamente ele tem deixado de fazer isso", disse Lis Smith, porta-voz da campanha do presidente democrata, em nota.

Para a equipe de Obama, esse episódio, mesmo que inflado, foi uma chance de passar à ofensiva, depois de uma recente polêmica diplomática entre EUA e China, de pesquisas indicando um crescimento do republicano em Estados estratégicos, e do apoio declarado pelo vice-presidente Joe Biden ao casamento homossexual, o que salientou a relutância do próprio Obama em abraçar a causa.

Tentando esvaziar o principal ponto fraco de Obama na campanha -a economia-, a campanha democrata lançou na segunda-feira um novo anúncio, que vai ao ar em nove Estados, dizendo que o presidente herdou uma situação crítica e está comandando uma recuperação notável.

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