Eletrobras pode investir abaixo da meta em 2012 por atrasos

O presidente da Eletrobras, José da Costa Neto, afirmou nesta sexta-feira que o investimento da estatal este ano pode ficar um pouco abaixo dos 13 bilhões de reais previstos por causa de problemas de licenciamento e paralisações de obras.

Reuters

17 de agosto de 2012 | 17h00

"Atingir os 100 por cento (13 bilhões de reais) é a meta, acredito que vamos chegar perto", disse Costa Neto em evento no Rio de Janeiro, a jornalistas. Perguntado se o investimento poderá ficar abaixo da meta, ele respondeu: "Pode, mas a meta é atingir 100 por cento."

Segundo Costa Neto, no primeiro semestre a empresa conseguiu investir 4 bilhões de reais dos 13 bilhões previstos para todo o ano. Em 2011, a companhia fez investimento recorde de cerca de 10 bilhões de reais.

O executivo afirmou que embora o ritmo de investimento normalmente seja menor na primeira metade do ano, em 2012 houve atrasos sobre que impactaram os desembolsos de recursos da estatal.

"Estamos fazendo todo o esforço para chegarmos próximo dos 13 bilhões, mas (a demora) se deve porque você sempre tem uma questão de licença ambiental e Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), uma ação de tribunal de contas, ou seja, são sempre pequenos óbices", disse o executivo.

CAPTAÇÕES

Costa Neto afirmou que para realizar o investimento previsto para 2012, a Eletrobras precisará fazer novas captações de recursos, mas o volume não está definido ainda. Ele não deu mais detalhes.

O presidente da Eletrobras esteve em Brasília na quinta-feira para apresentar à presidente Dilma Rousseff e ao ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o cronograma das obras da estatal. O executivo afirmou que na reunião sugeriu ao governo que o plano de investimentos da Eletrobras passe a ser plurianual e não mais definido para cada ano.

Sobre a suspensão da licitação para construção de usina térmica a gás em Manaus pela Eletrobras Amazonas Energia, decidida pelo Tribunal de Contras da União (TCU) nesta semana, o executivo que não vê motivos imediatos para a paralisação do processo.

"O nosso pessoal fez com todo o rigor e com todo o critério este projeto e acreditamos que tudo foi feito dentro do figurino", disse o presidente da Eletrobras.

Costa Neto informou ainda que apesar da decisão judicial que suspendeu na terça-feira as obras da usina de Belo Monte, o cronograma da hidrelétrica segue mantido para início de operações em fevereiro 2015. Ele comentou que o consórcio responsável pela obra ainda não foi oficialmente notificado.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

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