Em 15 dias, DF teve 4 casos de pedofilia

Em apenas duas semanas, o Distrito Federal registrou quatro casos de pedofilia. Para a Polícia Civil, a grande concentração de casos não significa eclosão desse tipo de parafilia, mas uma coincidência. Os casos, conforme o órgão, são isolados, ocorreram em cidades-satélites distantes umas das outras e foram detectados em datas próximas apenas por acaso. No último deles, ocorrido ontem, o técnico de computação Clayton Barroso, de 20 anos, foi preso em Recanto das Emas, cidade-satélite de Brasília a 20 quilômetros do Plano Piloto.Barroso foi acusado de oferecer balas e presentes a crianças na saída da escola e depois as levar para o interior da loja dele, onde abusaria das vítimas, com idades de até 5 anos, e gravaria fotos e imagens das cenas em meio eletrônico. Ele foi preso graças a um ato da mãe de duas meninas, uma de 5 e outra de 9 anos, que foram vítimas. Ela foi ao estabelecimento e, após constatar que as filhas tinham sido molestadas por Barroso, saiu gritando pela rua. Alertados, populares o cercaram e começaram a espancá-lo. Barroso foi salvo do linchamento com a chegada da polícia, que recolheu grande quantidade de imagens de pedofilia, gravadas em pen drive (dispositivo de armazenamento constituído por uma memória flash), CDs e telefone celular. O trabalho agora será identificar as vítimas e os familiares para instrução do inquérito.O caso mais chocante ocorreu na quinta-feira, em Ceilândia, outra cidade-satélite. O funcionário público Luiz Antônio de Farias, de 56 anos, foi preso suspeito de abusar de meninas com o consentimento das mães, mediante pagamento. Farias teria molestado pelo menos sete crianças, segundo a polícia, que diz ter encontrado farto material pornográfico em CDs, DVDs e outras mídias na casa dele. Farias foi indiciado por atentado violento ao pudor e as mães são intimadas a depor e devem ser indiciadas pelo crime de submissão de menores à prostituição.Um dia depois, a polícia prendeu, na área rural de Sobradinho, cidade-satélite a 25 quilômetros de Brasília, o pedreiro Carlos Henrique de Oliveira, de 24 anos, acusado de abusar de quatro meninos. O primeiro da série de quatro casos ocorreu no dia 7, quando a Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante o corretor de seguros G.P.L.J., de 45 anos, dentro do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. G.P.L.J., cujo nome a PF não revelou, é acusado de difundir pornografia infantil pela internet a partir do computador da biblioteca do Ministério do Planejamento e Orçamento.

VANNILDO MENDES, Agencia Estado

18 de março de 2008 | 19h52

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