Em 16 sessões, houve 84 faltas não justificadas

Desde o início do segundo semestre, a Câmara tem enfrentado falta de quórum para votações, como a do Plano Municipal de Habitação. Com o início da campanha eleitoral, aumentou o número de faltas.

ADRIANA FERRAZ E DIEGO ZANCHETTA, Agência Estado

23 de agosto de 2012 | 10h50

Entre 1.º de agosto e ontem, em 16 sessões, o painel eletrônico apontou 84 faltas não justificadas de parlamentares. Só ontem, foram registradas 44 faltas nas duas últimas sessões extraordinárias. Essas, no entanto não representam necessariamente a ausência física do vereador, mas uma estratégia política para derrubar o quórum e impedir a votação de projetos.

Já o número de justificadas é bem menor - cinco. Por fim, as licenças de um dia, a maior parte para "tratar de interesses particulares", causaram ausências em 21 sessões. No primeiro semestre, as licenças eram a forma mais comum para relatar faltas.

Uma das explicações para o aumento de faltas está no registro online: desde 1.º de agosto, a divulgação da lista de presença não ocorre mais no formato de "relatório consolidado". Anteriormente, esse modelo reunia informações tanto das sessões ordinárias quanto das extraordinárias - nas quais ocorrem votações de forma nominal ou simbólica. Na prática, a presença em uma das reuniões anulava a falta em outra - e os descontos.

Agora, os relatórios são divulgados por sessão. Para desconto no holerite, só a marcação em sessão ordinária é válida - a presença em sessões extraordinárias é descartada. Faltas justificadas e licenças por outros motivos, como para representar a Casa em evento oficial, também não rendem multa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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