Em 2001, ele pediu perdão após violação de painel

O governador José Roberto Arruda (DEM) é o sobrevivente do escândalo da violação do painel eletrônico do Senado, em 2001. Renunciou para escapar da cassação e se elegeu deputado federal pedindo perdão aos eleitores com o argumento de que "cometera um erro", mas "não roubara nem matara".

Carol Pires, O Estadao de S.Paulo

30 de novembro de 2009 | 00h00

Em recente entrevista à revista Veja, Arruda disse que é "impossível governar sem fisiologismo". Quando questionado sobre qual era é o seu limite em relação à fisiologia, ele respondeu: "É o limite ético. É não dar mesada, não permitir corrupção endêmica, institucionalizada. Sei que existe corrupção no meu governo, mas sempre que eu descubro há punição."

Em 2001, acusado de quebrar o sigilo do painel do Senado para saber quais tinham sido os senadores que votaram pela cassação do mandato do ex-senador Luiz Estevão, o então senador Arruda, que integrava a bancada tucana, subiu à tribuna do plenário e jurou por seus filhos que era inocente. Dias depois, voltou ao plenário e admitiu a culpa, renunciando ao mandato logo em seguida.

Ontem, como hoje, também disse que era "vítima de linchamento covarde em um jogo de cartas marcadas" e tentou diminuir sua responsabilidade dizendo que "tinha cometido um grande erro", mas não tinha cometido um crime, chegando às lágrimas.

No ano seguinte, em 2002, foi eleito deputado, após pedir desculpas à população nas propagandas. Em 2006, foi eleito governador do DF.

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