Em 2005, Bergoglio 'encostou' em Ratzinger

Desorientado, andando de um lado a outro com um semblante angustiado que mostrava que, se eleito, poderia não aceitar o cargo. É assim que um dos cardeais descreve o comportamento do cardeal Bergoglio - atual papa Francisco - no conclave que, há oito anos, elegeu Bento XVI.

O Estado de S.Paulo

14 de março de 2013 | 04h16

É que, desobedecendo o voto de silêncio, o cardeal, que continua anônimo, divulgou um diário que mostra como foram todas as votações até que Ratzinger fosse eleito. Seus apontamentos foram publicados na revista "Limes", uma publicação italiana especializada em relações internacionais. Na primeira votação daquele conclave, mostra o diário, Ratzinger conseguiu 47 votos e Bergoglio, em segundo lugar, tinha 10. Na segunda votação, Ratzinger aumentou para 65 (faltando-lhe só 12 para conseguir os dois terços), e Bergoglio para 35. Na terceira, foram 72 contra 40. Na quarta consulta, boa parte dos apoiantes de Bergoglio decidiram entretanto aderir à ala Ratzinger - para não arrastarem a eleição e para não dividirem o Colégio Cardinalício. Pouco tempo depois, Bento XVI foi eleito com 84 votos e o nome Bergoglio passou a resumir-se a 26.

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