Em 2008, País teve maior número de mortes em uma década

São Paulo é o Estado onde há mais casos e a chance de ser atingido por um raio é de 1 em 2 milhões

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

08 Janeiro 2009 | 12h42

Em 2008 o País registrou um aumento no número de mortes causadas por raios, segundo levantamento do Grupo de Eletricidade Atmosférica (ELAT) do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Foram 75 mortes, considerado o maior da década, contra 47 casos, em 2007, de acordo com o Elat. Para 2009, a previsão é que o número de raios se mantenha estável em relação ao 2008. Até agora, a Bahia já registrou quatro mortes devido às descargas elétricas.   São Paulo foi o Estado onde foram registrados o maior número de casos, chegando a 20 em 2008, seguido por Ceará (7), Minas Gerais e Alagoas (6) e Rio grande do Sul (5). Por regiões o Sudeste teve a maior porcentagem (39%), seguido pelo Nordeste (32%), Sul (15%), Centro-Oeste (9%) e Norte (5%).   O número de raios no País em 2008 também foi maior que em 2007, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, superando os 60 milhões, e a chance de ser atingido por um raio no País foi de 1 em 2,5 milhões. Em São Paulo a chance foi de 1 em 2 milhões, possibilidade bem maior do que a de acertar a loteria com um palpite simples (1 em 50 milhões), segundo o Elat.   A maior incidência dos casos aconteceu entre homens adultos, com uma incidência de 76%, principalmente os que estavam trabalhando na zona rural, onde foram atingidos cerca de 30% das vítimas. Cerca de 61% dos casos ocorreram no verão, seguido da primavera com 23%, 83% ao ar livre. A maioria, 63% dos registros, ocorreu na zona rural, outros 22% na zona urbana, 10% em rodovias e 5% no litoral.   Quanto às circunstâncias mais comuns, os trabalhadores agropecuários (19%) foram os mais atingidos, próximo de meios de transporte tais como motos (17%), dentro de casa (17%) e próximo a casas (12%).   Segundo o levantamento, duas situações merecem destaque. Foram registrados os primeiros casos no País de pessoas falando ao celular dentro de casa com o aparelho ligado à rede elétrica (4%) e relativamente pequeno número de casos de pessoas jogando futebol (5%).

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