'Em alguns lugares não funciona cobrar pelo uso da água'

ENTREVISTA

Karina Ninni, ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2011 | 00h00

Vicente Andreu,

DIRETOR-PRESIDENTE DA AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS (ANA)

O titular da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, fala sobre as iniciativas de pagamento pelo uso da água no Brasil.

Qual o papel da ANA na implementação da cobrança pelo uso da água?

A ANA coordena a implementação em bacias que cortam mais de um Estado. Recolhemos os valores e repassamos, integralmente, à agência de águas responsável pela bacia. Mas é o comitê de cada bacia quem decide as prioridades do investimento do que foi arrecadado.

A bacia do São Francisco já cobra pelo uso da água. A transposição não é incompatível com a cobrança pelo uso?

Pelo contrário. A transposição é a principal fonte de renda do sistema de cobrança pelo uso da água do São Francisco atualmente: já pagou para a bacia o equivalente a R$ 8 milhões desde que o sistema foi implantado, no segundo semestre do ano passado.

Esse sistema é replicável no País inteiro?

Acho que há lugares em que funciona e outros em que não se aplica. Por exemplo: na bacia do Amazonas (com grande vazão) acho improvável. Num local onde a vazão média é de 209 mil m³ por segundo (na foz do Amazonas), será difícil convencer usuários de que é necessário pagar pelo recurso.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.