Em artigo, economista prevê o papel dos EUA

Em seu último artigo publicado no Estado, em 28 de agosto deste ano, o economista Paul A. Samuelson tentou prever o papel da economia dos Estados Unidos após a crise econômica. Ele ressaltou que, quando a economia americana era responsável por quase a metade da produção global, o foco de atenção deveria ser os EUA. "Mas isso é coisa do passado", disse.

, O Estadao de S.Paulo

14 Dezembro 2009 | 00h00

Segundo ele, poderá não haver a repetição histórica do socorro americano às economias deprimidas. Samuelson enfatizou que há novas potências que poderão suceder os EUA no papel de locomotiva do mundo.

A União Europeia (UE), por exemplo, tem fração equivalente à dos EUA na produção global. "China e Índia são novas potências que têm de ser consideradas."

Para Samuelson, se a China continuar crescendo, em breve o Produto Interno Bruto (PIB) chinês estará em paridade com o dos EUA. Mas, quando isso ocorrer, o padrão de vida per capita da China ainda será de apenas um quarto em relação ao americano e de um terço do nível de bem estar do Japão, ponderou.

Samuelson escreveu em seu artigo que era exatamente essa impossibilidade de fazer previsões exatas na história econômica que fascinava tanto os estudiosos de macroeconomia como ele. Para reforçar a tese de que a economia não é uma ciência exata, ele citou exemplos.

"Quem poderia imaginar que o desempenho da França e da Alemanha seria melhor na crise em relação ao restante da UE?" Também a independência do Fed, banco central dos EUA, tem sido enfraquecida pelos planos de socorro, lembrou. "Os tempos mudam e, por força das circunstâncias, temos de mudar também."

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