Em assembleia, policiais do MA decidem manter greve

Paralisação por tempo indeterminado já dura dez dias e policiais pedem que retomada de negociações

Solange spigliatti, do estadao.com.br,

15 Janeiro 2009 | 10h43

Cerca de 1.500 policiais civis, agentes penitenciários e peritos criminalistas decidiram manter a paralisação por tempo indeterminado, que completa 10 dias nesta quinta-feira, 15, em assembleia geral realizada na quarta-feira, 14, segundo informações da Associação dos Policiais Civis do Maranhão (Aspcema).   De acordo com o presidente da Associação, Heleudo Moreira, a greve vai durar até que seja reaberto um novo canal de negociação. "A greve será mantida até que chegue alguma proposta que satisfaça tanto os trabalhadores como o governo", conclui. Mesmo com o cumprimento da lei, que define que seja garantido o serviço de 30% do efetivo, Moreira acredita que o nível de segurança no Estado piore.   "Com a greve dos delegados da Polícia Civil, que paralisarão as atividades por 48 horas a partir de hoje, a criminalidade tende a se agravar, pois o atendimento vai ficar mais precário." Segundo Moreira, "O sistema de segurança do Estado do Maranhão está um caos. A criminalidade está crescendo assustadoramente".   Os servidores da Segurança reivindicam o cumprimento de acordo com o Executivo acerca do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), firmado desde maio do ano passado.   Cerca de 150 policiais estão reunidos na manhã desta quinta-feira, 15, na Avenida Beira-Mar, em frente ao Plantão Central, para dar início a uma passeata pela cidade de São Luís, segundo o sindicato.

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