Em bar da família de Reeva, prisão de Pistorius é recebida com sentimentos mistos

Quando a juíza Thokolize Masipa disse ao ex-astro do atletismo Oscar Pistorius que ele iria para a prisão por matar Reeva Steenkamp, clientes do bar dos pais da modelo levantaram as mãos para representar "cinco anos" e demonstraram certa aprovação.

ED STODDARD, REUTERS

21 de outubro de 2014 | 11h45

Alguns amigos da família de Reeva se sentaram colados na televisão do "Barking Spider" para assistir ao veredicto, fumando e bebendo cerveja, apesar do horário matinal.

O atleta olímpico e paralímpico foi condenado a cinco anos de prisão nesta terça-feira por ter atirado na namorada através da porta do banheiro de sua casa. Ele pode ser solto após 10 meses se tiver bom comportamento, de acordo com seus advogados.

O corredor biamputado, de 27 anos, não tem fãs no Barking Spider, um pub frequentado por admiradores de cavalos, onde os banheiros são rotulados como "potrancas" e "potros".

Mas a reação à sentença no bar na cidade costeira de Port Elizabeth, onde Reeva nasceu, foi marcada por uma mistura de sentimentos.

"Eu achei que ele sairia dessa. Acho que a Justiça foi feita porque pelo menos ele vai para a cadeira", disse Marin Cohen, de 50 anos, que trabalhou como treinador de cavalos com o pai de Reeva, Barry.

Mas nem todos consideraram a sentença justa. A condenação a cinco anos de prisão foi "uma paródia de justiça", disse o jóquei Shannon Devoy. "Depois de oito meses ele pode ter a condicional. Não acho que essa seja a mensagem correto para a África do Sul."

Reeva, bacheral em direito, de 29 anos, se mudou de Johanesburgo para Port Elizabeth em busca da carreira de modelo. Foi lá que ela conheceu Pistorius.

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