Em bate-papo, Bernard diz que vôlei provou que esporte é 'viável' no Brasil

Chefe da delegação brasileira em Londres relembrou tempos de jogador em conversa com leitores da BBC Brasil no Facebook.

BBC Brasil, BBC

09 Maio 2012 | 17h36

O ex-jogador de vôlei Bernard Rajzman, atual chefe da delegação brasileira nos Jogos Olímpicos de Londres, disse que a geração de atletas da qual fez parte é "emblemática" e que o voleibol provou que o esporte é "viável" no Brasil.

Em bate-papo na página da BBC Brasil no Facebook nesta quarta-feira, Bernard afirmou que, a partir da década de 80, o vôlei se tornou um modelo de gestão de esporte no país.

"O voleibol brasileiro passou a servir de exemplo para que outras modalidades se inspirassem no sucesso de gestão vencedora", disse.

O ex-jogador foi um dos principais nomes da chamada "seleção de prata" da modalidade no Brasil, que marcou a ascensão do esporte no país com o vice-campeonato mundial em 1982, o ouro nos Jogos Panamericanos de 1983 e o segundo lugar em Los Angeles, em 1984.

"Minha geração é emblemática. Foi composta por atletas, treinadores, presidentes de confederação, todos responsáveis pela transformação. Como divisor de águas dos resultados positivos que apareceram, posso citar a mudança do treinamento que se fazia até então (década de 1980) de três períodos semanais para treinamento em dois turnos diários."

"Apesar das limitações físicas e de recursos, todos os citados se superaram e conseguimos resultados brilhantes, o que fez com que o Brasil descobrisse uma nova modalidade popular. O voleibol brasileiro é a maior prova de que o esporte no nosso país é viável", disse aos leitores.

Olimpíadas

Antes de assumir a chefia da delegação brasileira em Londres, Bernard atuou como chefe da missão brasileira nos Jogos Panamericanos de Guadalajara, em 2011, e foi subchefe das missões nos Jogos Panamericanos do Rio, em 2007, na Olimpíada de Pequim, em 2008, e nos Jogos de Inverno em Vancouver, em 2010.

"Nossa expectativa é de classificarmos para os Jogos algo em torno de 250 atletas, uma delegação um pouco menor do que a de Pequim em função dos índices técnicos de classificação terem sido mais rigorosos na natação e no atletismo, modalidades com maior número de atletas", explicou.

Ele disse ainda que o rigor na convocação de atletas afetou todos os países e que o Brasil pretende conseguir chegar a mais finais olímpicas (foram 38 em Pequim) e conquistar entre 13 e 18 medalhas no total, um número próximo ao que conseguiu nos últimos Jogos.

Bernard comentou ainda a volta do levantador Ricardinho, considerado um dos melhores do mundo, à seleção brasileira de vôlei masculino para Londres 2012. O jogador foi afastado da equipe há cinco anos pelo técnico, Bernardinho.

"Ricardinho tecnicamente é um craque. Espero que as arestas ocorridas anteriormente tenham sido de fato superadas para que o verdadeiro vencedor seja o nosso país, contando com sua equipe completa."

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