Em caso parecido, engenheiro levou US$ 30 milhões

São comuns os questionamentos quanto ao grau inventivo e a aplicação industrial de uma criação de relevante interesse industrial e humano. Entre as demandas famosas, a do engenheiro americano Roberto Kearns (1927-2005), inventor, em 1964, do limpador intermitente de para-brisas de automóveis, assemelha-se à do brasileiro.

O Estado de S.Paulo

09 Outubro 2011 | 03h05

Kearns criou o temporizador automático com base no funcionamento da pálpebra humana e mudou a vida dos motoristas que, a cada vez que o para-brisas molhava, tinham de acionar uma alavanca.

Após mais de dez anos de disputa judicial, em processos contra a Ford e a Chrysler, com ameaças, chantagem e suborno de advogados, as montadoras foram condenadas por apropriação indébita do invento e obrigadas a pagar indenização de US$ 30 milhões a Kearns. O caso, em alguns pontos semelhante à saga do brasileiro pelo reconhecimento dos seus direitos, foi retratado no filme Jogada de Gênio, dirigido por Marc Abraham. / V.M.

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