Em clima de comício, presidente ataca oposição

RECIFE

João Domingos, Tânia Monteiro, enviados especiais em Recife, O Estadao de S.Paulo

28 de janeiro de 2010 | 00h00

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva aproveitou a cerimônia de inauguração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA, em Paulista, a cerca de 20 quilômetros do Recife, para mais uma vez lançar a candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência, na condição de "competente, corajosa e que sabe fazer". E atacar a oposição, que, segundo ele, age "por maldade" e, por isso, tem de ser tratada pelo eleitor como algo que está com o "prazo de validade vencido".

Disse que políticos brasileiros, com atuação especial dos pernambucanos, derrubaram no Senado a Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) somente para "prejudicar o governo". Entre os que estiveram por trás do fim da CPMF estão os pernambucanos Sérgio Guerra, presidente do PSDB, e Jarbas Vasconcelos, da ala dissidente do PMDB, adversário de Lula. Na semana passada, durante reunião ministerial, Lula chamou Guerra de "babaca".

De acordo com Lula, ao rejeitar a CPMF foi enterrado o PAC da Saúde, que tinha reservado R$ 24 bilhões para melhorar o setor no País. "Não conheço nenhum empresário que baixou um centavo de seu produto por causa da CPMF. O problema não era de preço, mas de maldade", disse Lula. "Eles, com medo de que fizéssemos isso, nos derrotaram. Embora tivéssemos maioria, faltou um voto para ganhar a CPMF. E eles ficaram rindo, como se tivessem acabado com o governo."

DILMA

No mesmo discurso, Lula procurou exaltar as qualidades de Dilma Rousseff. "A Dilma é brava. Mulher tem de ser brava mesmo, porque quem tem de ficar mostrando os dentes é o homem. Mulher tem de ser séria mesma. Dilma, com esse comportamento, coordenou o PAC, o Minha Casa, Minha Vida, é competente." Embora tenha sido recebida por uma claque, o discurso da ministra não empolgou a plateia, tanto é que não houve os costumeiros aplausos que ocorrem nos de Lula.

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