Em colégio da UFRJ, docente entra em greve

Ontem não houve aulas no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Os professores iniciaram uma paralisação e prometem mantê-la até 2 de maio caso o governo federal não efetue o pagamento de 28 professores substitutos, cerca de 60% do total, sem salário desde fevereiro.

Ocimara Balmant, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2011 | 00h00

"A gente não existe oficialmente. Somos ilegais dando aula", diz Marcel Almeida, professor substituto de matemática, que não recebeu nenhum salário após dois meses e meio de trabalho. Segundo ele, a reitoria propôs o pagamento dos substitutos como prestadores de serviço. "Mas só poderiam fazer isso por três meses. E depois?"

Em outro colégio de aplicação do RJ, o Pedro 2.º, há 56 professores sem salário. Um deles é Leonardo Taveira, que, após ser aprovado no concurso, mudou-se para o Rio. "A gente vai ficando porque tem a ideia de que após um tempo regulariza, mas começo a pensar em voltar."

Sem dinheiro

LEONARDO TAVEIRA

PROFESSOR DO COLÉGIO PEDRO 2º

"Deixei tudo em Belo Horizonte para vir dar aula no Rio de Janeiro e agora não tenho

como me manter aqui. Fico com medo de ter de voltar."

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