Reuters
Reuters

Em cúpula, países árabes dizem ter direito de armar rebeldes sírios

Texto pede reconhecimento da Coalizão Nacional Síria como única representante legítima do povo

Reuters

26 de março de 2013 | 16h57

DOHA - Participantes de uma cúpula árabe decidiram nesta terça-feira, 26, que os países da Liga Árabe têm o direito de oferecer apoio militar aos rebeldes da Síria, segundo uma declaração preliminar à qual a Reuters teve acesso.

O texto da cúpula, que ocorre no Catar, pede a organizações regionais e internacionais que reconheçam a Coalizão Nacional para as Forças Revolucionárias e Oposicionistas Sírias como única representante legítima do povo sírio.

Apesar do significado diplomático, a declaração, que ainda não foi aprovada oficialmente, pode ter poucas implicações práticas para os governos árabes.

É que esses países não estão submetidos aos embargos armamentistas declarados pela União Europeia e os EUA contra a Síria, e por isso cada um deles pode decidir por conta própria se fornece ou não armas aos rebeldes.

Embora cite como prioridade a busca por uma solução política para a crise síria, o texto "afirma o direito de cada Estado, de acordo com seu desejo, de apresentar todo tipo de medida para a autodefesa, inclusive militar, em apoio à resolução do povo sírio e do Exército Sírio Livre", diz o esboço de declaração.

A guerra civil síria, que já causou estimadas 70 mil mortes em dois anos, domina esta edição da cúpula árabe.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.