Em depoimento, Kaká diz que doou 200 mil euros à Renascer

Para jogador, dinheiro seria empregado em atividades beneficentes, mas não havia nada de soncreto sobre isso

Da Redação, Agência Estado

17 de fevereiro de 2009 | 08h34

O jogador Kaká enviou 200 mil euros - cerca de R$ 580 mil, na cotação da moeda nesta segunda, 16 - por meio de ordem bancária da agência do Banco do Brasil, de Milão, para uma conta corrente da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, em um Bradesco de Itupeva, no interior de São Paulo. A doação, em 12 de maio de 2008, é apenas uma das feitas pelo jogador brasileiro do Milan para a Igreja desde que ele passou a frequentá-la, há 14 anos, quando tinha 12 anos de idade.Kaká foi ouvido pelo Núcleo de Polícia Tributária de Milão, a pedido da Justiça brasileira, em 15 de maio de 2008, na investigação sobre suposta lavagem de dinheiro do apóstolo Estevam Hernandes Filho, pela bispa Sonia Haddad Moraes Hernandes e pelos filhos do casal, Daniel e Fernanda Hernandes. No depoimento, Kaká disse que tudo o que doou à Renascer foi "em dinheiro". O jogador afirmou que esperava que suas doações fossem usadas nas atividades beneficentes, mas contou que nada havia de concreto sobre o emprego do dinheiro.A Assessoria de Kaká disse que o jogador não iria se pronunciar sobre o caso. Os assessores da Renascer informaram que não conheciam o depoimento e, por isso, não se manifestariam. No País, o Ministério Público Estadual (MPE) investiga uma grande quantidade de empresas ligadas à Renascer por meio de um esquema formado pela família Hernandes, que acumulou, segundo os promotores, "uma verdadeira fortuna, explorando a fé religiosa de outrem e realizando negócios ilícitos, usando atividades filantrópicas como cobertura".

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