Em disputa acirrada, PMDB elege Eduardo Cunha para liderar bancada

Em uma eleição decidida em segundo turno, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) foi eleito neste domingo novo líder da bancada do PMDB na Câmara, derrotando o colega Sandro Mabel (PMDB-GO).

Reuters

04 de fevereiro de 2013 | 07h12

Cunha recebeu 46 votos, enquanto Mabel obteve 32. Houve duas abstenções no segundo turno.

O deputado Eduardo Cunha está no terceiro mandato e sofre resistência em setores do governo por ser considerado um parlamentar duro nas negociações e, por vezes, chegou a ser acusado por interlocutores do Planalto de chantagear em temas importantes para o Executivo.

O parlamentar fluminense assume o posto no lugar de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que disputará nesta segunda-feira a eleição para presidir a Câmara.

A briga pela liderança do PMDB foi acompanhada de perto pelo Palácio do Planalto e pelo vice-presidente Michel Temer, que tentou conduzir a disputa para evitar que resultasse em uma divisão interna na bancada.

A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, reuniu-se com os candidatos à liderança nos últimos dias numa tentativa de manter boas relações com todos.

Cunha descartou que a disputa resulte numa divisão entre alas do PMDB. "Não terá divisão. Nós temos um histórico de disputa pela liderança do partido. Não tem divergência de pessoas (na bancada)", disse o novo líder peemedebista à Reuters após ser eleito.

Segundo ele, a disputa é até importante para "legitimar" o novo líder. "A escolha pelo voto ajuda a bancada a ficar mais representativa", argumentou.

Além de Cunha e Mabel, o deputado Osmar Terra (PMDB-RS) também concorria, mas perdeu no primeiro turno da eleição ao receber apenas 13 votos, enquanto o fluminense fez 40 votos e o goiano, 26. Houve um voto nulo no primeiro turno.

Na segunda rodada, os eleitores de Terra se dividiram entre Cunha e Mabel, contrariando as expectativas de que os peemedebistas que votaram no gaúcho apoiassem Mabel.

Cunha também sofreu resistências de parte da bancada por ser do Rio de Janeiro e contrário à criação de uma nova fórmula de divisão dos royalties de petróleo, cujos recursos atualmente são destinados majoritariamente para o Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo.

Cunha disse durante a campanha que sua posição é contrária a uma nova divisão que prejudique seu Estado, mas avisou que não privilegiará sua posição pessoal sobre os interesses da bancada.

(Por Jeferson Ribeiro)

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