Em disputa apertada, Hillary e Obama intensificam ataques

Pesquisas para primária da Pensilvânia mostram senador encostando na rival.

Bruno Garcez, BBC

21 de abril de 2008 | 05h40

A reta final da campanha para a primária democrata no Estado americano da Pensilvânia tem sido marcada por uma troca de ataques cada vez mais ácidos entre os pré-candidatos Hillary Clinton e Barack Obama. Os eleitores da Pensilvânia vão às urnas nesta terça-feira. A intensificação dos ataques entre a senadora e o senador se deram paralelamente ao crescimento de Barack Obama nas pesquisas.Há seis semanas, Hillary, segundo as sondagens, comandava a disputa no Estado por até 20 pontos de vantagem.Atualmente, a vantagem dela sobre o rival teria caído para 5 ou 6 pontos, de acordo com alguns intitutos de pesquisa ou teria até atingido um empate técnico. Mas o índice de eleitores indecisos no Estado é de quase 10%."Terra arrasada"Em um recente comício, Obama acusou a rival de utilizar uma ''tática de terra arrasada''. Hillary, por sua vez, disse que Obama ''está jogando tudo o que pode contra mim, para ver o que cola''.A senadora comentou também durante um comício que o rival ''costuma dizer que está tocando uma campanha positiva, mas a sua campanha mostra exatamente o contrário''.Obama usou de ironia para se referir à rival, em um recente comício, dizendo que ela daria uma presidente melhor do que George W. Bush, mas que ''isso não quer dizer muito''.A campanha de Obama lançou nos últimos dias dois comerciais contendo ataques à rival. Um deles faz críticas ao programa de saúde da senadora, e outro, afirma que a campanha de Hillary tem recebido dinheiro de lobistas.A militância de Hillary contra-atacou dizendo que ''ele não soube responder às duras perguntas do debate, então Barack Obama vem fazendo falsas acusações sobre o programa de saúde de Hillary''. O comercial fez menção a um recente debate televisivo entre os dois pré-candidatos e exibido pela rede ABC, no qual Barack Obama teve de responder a indagações sobre sua suposta ligação com um ex-integrante do grupo extremista de esquerda da década de 1960 The Weathermen e pelo tom de declarações feitas por seu ex-pastor, Jeremiah Wright.Hillary também tem explorado a uma gafe recente de seu rival - o comentário feito por ele de que o declínio econômico vivido na Pensilvânia vem fazendo com que os moradores do interior do Estado se tornem pessoas amargas, que, por conta de suas frustrações, se voltam para a religião e para as armas.O tema também foi explorado pelo candidato republicano à Casa Branca, John McCain.Analistas acreditam que as afirmações de Obama poderão até não afugentar eleitores que já haviam manifestado apoio a ele, mas poderão conter o seu avanço no Estado. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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