Em imagens de vídeo, filho leva mala com corpo da mãe

O tradutor Carlos Macchione de Sampaio, de 39 anos, preso na cadeia anexa ao 5.º DP de Santos, é o principal suspeito da morte da própria mãe, a professora aposentada Claudia Macchione, de 74 anos. Imagens de um circuito interno mostram o filho carregando a mala em que estava o corpo de Claudia. Ele nega.

ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA A AE, Agência Estado

28 Outubro 2013 | 08h49

O corpo foi encontrado dentro da mala, abandonada na porta do Edifício Caiçara, na movimentada Avenida Conselheiro Nébias, no Boqueirão, a poucos metros da praia, em Santos, litoral sul de São Paulo. Um morador de rua encontrou o corpo, na madrugada de sábado, 26. Ele resolveu abrir a mala em busca de algo de valor. Ao abrir o zíper, levou um susto e chamou os porteiros do prédio, que reconheceram a moradora e chamaram a polícia.

Ao chegar ao edifício, ainda na madrugada de sábado, os policiais foram informados pelo porteiro de que as câmeras de segurança do prédio registraram imagens do tradutor carregando uma mala no elevador. Os investigadores então seguiram para o apartamento de Sampaio, no 1.º andar do prédio.

O acusado afirmou que não sabia do crime, pois estava dormindo naquele momento. No interior do imóvel a polícia localizou um pano que, aparentemente, havia sido lavado. A aposentada tinha lesões na cabeça.

Sampaio foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver e levado para o 5.º Distrito Policial. O caso deverá ser investigado pela equipe do 7.º DP.

Choque. A morte da professora aposentada assustou os moradores e funcionários do Condomínio Edifício Caiçara, um prédio de dez andares, com 70 apartamentos. Ontem, 27, à tarde, o porteiro Rogério Lopes dos Santos ainda lamentava o caso.

"Dona Cláudia era uma pessoa extremamente educada e muito tranquila", afirmou. Já o filho, o principal suspeito, segundo Rogério, era uma "pessoa estranha". "Desde que veio morar aqui, há quase um ano, não cumprimentava ninguém, só andava de cabeça baixa e vivia o tempo todo dentro do apartamento, onde lidava com computadores e laptops, entre outros aparelhos."

Ele não soube precisar se o rapaz sofria de algum transtorno mental ou se tinha outros parentes. O corpo da professora aposentada foi cremado na manhã de ontem no Memorial Necrópole Ecumênica.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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